segunda-feira, 24 de maio de 2010

Brincar aos governantes


Uma das nossas visitas de estudo foi à Assembleia da Republica. Uma sessão plenária " debate quinzenal" que infelizmente não correu como nós gostaríamos,que seria um debate construtivo para o nosso país, mas o que se passou foi um "lavar de roupa suja", alguns deputados a "trabalhar " no facebook, a ler os jornais online, o Sr deputado do bloco de esquerda Fernando Rosas à pancada ao ecrã do pc que por acaso foi pago pelos contribuentes e ainda havia outros deputados muito aplicados pois estavam a meditar " dormir "sobre novas propostas de melhorar o nosso lindo Portugal.

Em anexo a acta do dia da visita.


p.s. Espero que tenham recebido informação suficiente de como se governa um país democrático.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Lágrima da Preta (Chef Tchifunga)

Hoje cheguei a casa e pus-me a pensar nos temas desta semana dados em STC6 e em CP4 e apeteceu-me pegar num livro de poemas de António Gedeão e encontrei um poema que veio mesmo a calhar como resumo dos temas em questão

Encontrei uma preta
que estava a chorar,
pedi-lhe uma lágrima
para a analisar.

Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.

Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.

Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.

Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:

nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio


Procurando na internet encontrei este vídeo em que o poema é cantado! Oiçam que vale a pena!

À volta da mesa (Turismo gastronómico) (Chef Tchifunga)

A cozinha deveria ser uma das bases da atracção turística de qualquer país! E, mais do que isso, é um dos traços e constitui um dos aspectos mais vivos da sua fisionomia. A cozinha é uma das formas de identidade nacional, já Keyserling o escreveu sobre os EUA, "um dos índices da sua civilização". Na nossa própria vida individual, a tradição culinária fica como uma das espressões, das mais duráveis do nosso carácter, das nossas preferências, dos nossos gostos e até das nossas afinidades humanas. Todos nós permanecemos indissoluvelmente fiéis à cozinha da nossa infância. Em todas as idades, em toda a parte onde possamos viver, os hábitos do paladar que adquirimos nos primeiros anos, qual herança familiar que desde o berço nos acolheu, marcam a nossa existência indelevelmente, ajudando-nos a resistir a todas as adaptações fisiológicas e sociais.
Existe em cada país uma matriz culinária, e essa diferenciação, como a da paisagem, dos costumes, da arte, constitui um dos elementos de curiosidade turística que é necessário ter em conta no computo e na hierarquia dos valores da nossa industria de hospedagem. Largos anos de macaqueamentos estrangeiros, de caricatura "franciú", em vez da cultura francesa, levou-nos a uma infiltração de hábitos estranhos, como consequente menosprezo do que é nosso. Fomo-nos habituando de que nos tornávamos mais competitivos desdenhando o que é nosso, para parecermos o que não somos! Desde a peroração política até aos letreiros das lojas e à alimentação abandonamos as tradições, para aceitarmos a importação incondicional dos princípios, das mercadorias, dos modelos e da cozinha. Fomos colonizados pelo "vient de parâitre", pela imposição tirânica do que "vem de fora" e do que se "faz lá fora" e passámos em termos gastronómicos ao "ragout", ao peixe "meunier", ao pudim "flan" e às contrafacções estrangeiradas. E o nosso turismo culinário não podendo entrar na era da excelente e inimitável cozinha francesa, que é, vinda directamente de França, um dos prestígios desse país, encontra no domínio do "pulé sóce" suprema, via Pontevedra e do "consomé santé" que de "consomé" só tem a água e de "santé" só tem o nome, para não falarmos num famoso chef da nossa praça, e que muito admiro, que em programa de televisão, vilipendiava todos os restaurantes que não inovavam, sob o pretexto "do nacional é bom", ele na altura apresentava aplicadamente a confecção de um "risotto", que eu saiba um prato tipíco, mas italiano!
Assim sendo, fizemos o panorama culinário franco-galaico-luso, todo mal traduzido, com que passamos a ornar os "menuses" dos nossos restaurantes e a nossa ortografia.
Uma das preocupações e das curiosidades do turista em qualquer país que visita é a cozinha. Pergunta sacramental daqueles que nos visitam "où peut-on manger la vraie cuisine portugaise?" Ou do meu amigo angolano "Oh pá, aonde podemos comer aquela comidinha caseira"?
Sempre o mesmo embaraço na resposta. O gosto do "fino" da nouvelle-cuisine-luso-galega levou a gastronomia portuguesa a uma espécie de ONU culinária, de que lentamente foi desaparecendo a admirável riqueza de bons regionalismos dos nossos pratos e da nossa mesa, por vezes truculenta mais do que o razoável, mas inimitável na sua variedade regional. Onde estão os nossos leitões da Bairrada, o rancho de Viseu, aquele arroz de frango substituido pelo escaniçado "pulé supremo", e onde encontrar uma cabidela, com que os nosssos avós se banqueteavam, aquelas enguias ensopadas, que do fundo do molho nos desafiavam a "comam-nos e peçam mais"? Onde está o sável, o melhor peixe do mundo? E os bifes à portuguesa, que enchiam o prato, com dois ovos a cavalo - «os bifes que no "António da feira" da Coimbra do meu tempo,faziam inundar de poesia e de gula os olhos líricos de Teixeira de Pascoais, de João Lúcio e de Fausto Guedes Teixeira» como referiu Augusto de Castro no Diário de Lisboa? Qual a paisagem culinária do mundo possui a escala de sopas suculentas e apetitosas, do famoso caldo-verde, espécie de ouriversaria de couves, da canja copiosa e aveludada de Tormes que celebrou em êxtase Eça de Queirós e que se servia na terrina fumegante, até às sopas beirãs e alentejanas, capazes de ressuscitar um morto e que foram substituidas por uma espécie de "potage St. Germain" ou chávenas de água quente em que naufragam, tristes, alguns grãos de arroz a pedirem, com bons modos, a alguém que os coma por engano!
A pastelaria portuguesa é um dos mimos e uma das glórias da nossa gastronomia. Pode desenhar-se o mapa de Portugal em pastéis, em farinha e ovos, tal a variedade coreográfica das nossas sobremesas regionais, os doces do Algarve, os cocós, todos em renda de folhados, que fizeram em Lisboa a celebridade de Rosa Araújo, o arroz-doce que deu o título a um romance histórico, o manjar-branco de Coimbra, as doiradas rabanadas Minhotas, toda essa hierarquia conventual de suaves petisqueiras com que se lamberam os nossos Avós. Verdadeiro itenerário nacional, pode percorrer-se Portugal de especialidade em especialidade, de norte a sul, em açúcar e em todas as estações do ano - dos "sonhos" ao loiro "toucinho-do-céu", dos refrescantes pudins às "cavacas" de Resende, às arrufadas e à fofa melodia dos "pães-de-ló", feitos de oiro do nosso sol.
Comparando esta soberba paisagem gastronómica com a pálida, enfezada, babosa melancolia dos "fabrico próprio", daquelas tigelinhas de iluminação, com duas pevides no meio, e uma espécie de pasta de dentes à superfície, que correntemente servimos aos visitantes que demandam estas paragens, e que têm alcunhas francesas para os deslumbrar - que enorme, vasta catástrofe do paladar português!
Desta desnacionalização salvou-se, dando um nobre exemplo, o magnífico leque dos nossos vinhos, que ao continuarem a ser fiéis às suas origens mantém alta a nossa cotação. Ninguém ainda se lembrou de baptizar Borgonha o Cartaxo nem caricaturar de "Chateau-Neuf du Pape" as adegas do Dão, de Colares ou do Alentejo. Os vinhos portugueses continuam, louvados sejam!, a ser portugueses, só ironia cruel!, o vinho do Porto, que é o rei deles, se veste de rótulos ingleses para ser vendido.Como dizia um turista "Mais vous, au Portugal, n'avez pas du Porto portugais!
CN

Candidatura a estágio na cozinha do Paraíso (a nunca enviar!)

Ex.mo Sr.
Director de Recursos Humanos do Hotel Paraíso
Lisboa

Exmo. Sr

Estando a frequentar o curso de formação profissional de técnico de cozinha/pastelaria, no "Instituto de Culinária - A Cozinha é um espectáculo", outro dia fomos ver na Assembleia da República o Srº 1ª Ministro e os Deputados dos Partidos, legitimamente eleitos, que superiormente (quão superiormente), nos dirigem, a fazerem jogos muito aliciantes, tais como "Monopólio", "Batalha Naval", e dar à perninha, para além de baterem sonecas e nos computadores.
Assim sendo, dado fazer parte do mesmo a realização de um estágio curricular, para o formando Maçarico não é preciso, pois já tem estágio assegurado no centro de trabalho do sempre glorioso partido, "dos amanhãs que cantam", através do camarada Armando ou da sua misteriosa colaboradora, que o formando em causa deixou escapar a oportunidade de ouro para lhe saber o nome. Já agora, eu quero ver que estágio vai fazer o Artiaga, vulgo "Pavão do Índico", quando o Panga-Panga souber das boleias à sua princesa.
Voltando ao que interessa o estágio deverá ter a duração de 6 meses, devidamente remunerado, incluindo as compensações para aturar o patrão e o chef de serviço, e estar garantido o alojamento à altura, que para além das mordomias habituais, deverá ser numa suite com jacuzi e com vista para o rio!
Por este meio, solicito a possibilidade da realização do mesmo nessa unidade, nas áreas cozinha/pastelaria e noutras necessárias para me sentir bem comigo e com todos vocês.
Atenciosamente
Mandume do Cunene

quarta-feira, 19 de maio de 2010

:-)

Olá turma!
Super-chefs e pasteleiros de categoria :-)
Termina hoje o clc5 mas não pensem que vos dou descanso.
Em breve estaremos juntos de novo!

Bom trabalho para todos e sucesso, sem se esquecerem no entanto que " o único lugar onde sucesso vem antes do trabalho é no dicionário!"

Beijinhos e abraços
Conceição Valido*

sexta-feira, 14 de maio de 2010


Aula de cozinha em que alguns dos colegas "chef´s" estavam com pouca vontade de degustar o manjar......... devido a uma leve brisa do dia anterior que provocou uma pequena" constipação"......

Vitor Silva

Saudações.
ola caros colegas
força ai nos bolos


ass luis vaz

olá! malta jovem

Mais uma semana chega ao fim, o numero de trabalhos aumentou
bom fim de semana. beijocas! Helena

olá pessoal

aprendi a criar o blog hoje e estou muito feliz.
beijinhos

Juliana Fontoura

olá colegas

queridos colegas desejo-vos bons pratos e muitas engordas durante este longo período que vai ser o nosso curso! beijos e fofuras.
Liliana Cardoso

olá turma

que tal uma fartura quentinha agora com um café era bommmm.
mas agora não tenho, fica para domingo estão convidados a ir comprar. Susana
Ainda somos 16.
Faço votos que não seja eu, a delinquente a que passem a ser só 15.
Ana Machado
Oi daqui fala o Miguel Arroio,por enquanto 16,é um bom nome principalmente vendo o meu número de faltas.espero mesmo conseguir acabar este curso.
assinado:Miguel Arroio

olá Turma

Olá turma, está tudo bem?
Espero bem que sim!
Bom dia até amanhã.
Isabel da Mainga.
Bom dia,
Espero que os meus queridos amigos e colegas desta já famosa turma, mandem algumas receitas
obrigado.
Maçarico
Bom dia

Caros amigos e colegas

Fico esperando por receitas,muito in...

Obrigado

Artiaga

domingo, 9 de maio de 2010

Ganda gafe do chefe Maçarico

Mais uma visita de estudo, desta vez fomos à feira do livro onde o chef Catano e com catano confundiu o outro ganda chef" este de verdade" Sá Pessoa pelo outro ainda maior chef " 1 estrela Michelin" Avilez. Felizmente que ñ divulgou o nome da nossa afamada escola, pois punha em risco para quem quer ser verdadeiro chef de aprender com tal figura da nossa praça "mais cozinha" gastronomica.